Ao voltar pra casa hoje à tarde, ouvi uma batida deliciosa que saía de uma caixa de som na entrada de uma farmácia. A batida, roubada descaradamente de "Back to Life" do Soul II Soul (provavelmente sob o escudo de "sampling"), vinha de uma música que continha um refrão facilmente identificado por mim. Mas eu não reconheci o cantor.
Então, cheguei em casa e procurei no Google "lyrics looking at my girl in the eye".
Descobri, então, que a música é de um grupo chamado Double You. Descobri, também, que eles são os que cantam um sucesso do mundo da "Dance Music" chamado "Please Don´t Go", que sempre achei absurdamente chato. Mas minha aversão a essa música não interferiu na minha busca pela canção com a batida que me fez desejar dançar em frente àquela farmácia. E, continuando na minha busca, cheguei ao vídeo abaixo.
Aparentemente essa música, que consegui obter através do emule, tem uma cadeira no universo das cafonices. E eu, que sempre mostro uma fachada tendenciosa favorecendo o universo "cult", vou rebolar sozinho aqui na minha sala ao som dessa música deliciosa e indubitavelmente cafona. E vou gargalhar da minha cafonice, já que não me preocupo mais em escondê-la.
05 Agosto 2009
03 Agosto 2009
29 Julho 2009
16 Julho 2009
02 Julho 2009
30 Junho 2009
Inesperadas Surpresas Que Me Fazem Sorrir
Enquanto procurava pelo vídeo da música "Californication" no YouTube, dei-me conta que não seria tão fácil encontrá-lo. Existem muitas empresas que proíbem veementemente a publicação sobre as quais elas têm interesse financeiro. Fazer o quê?
Encontrei, no entanto este vídeo do usuário "DREAMofRHCP" no YouTube e fiquei maravilhado. A simplicidade do vídeo dá espaço para que a música (que, por algum motivo, me remete a um lugar doloroso de questionamento e fragilidade) chegue ao ouvinte sem obstáculos. Aliás, o oposto acontece. Ele põe a letra da música na medida em que é cantada e, com isso, sua forte mensagem atinge a audiência por mais de um canal.
Então, bato palmas para o criador deste vídeo. E agradeço ao John Frusciante por compor uma melodia que me faz sentir nu.
Encontrei, no entanto este vídeo do usuário "DREAMofRHCP" no YouTube e fiquei maravilhado. A simplicidade do vídeo dá espaço para que a música (que, por algum motivo, me remete a um lugar doloroso de questionamento e fragilidade) chegue ao ouvinte sem obstáculos. Aliás, o oposto acontece. Ele põe a letra da música na medida em que é cantada e, com isso, sua forte mensagem atinge a audiência por mais de um canal.
Então, bato palmas para o criador deste vídeo. E agradeço ao John Frusciante por compor uma melodia que me faz sentir nu.
17 Junho 2009
Fatias de Beleza

Minha placa de vídeo parou de funcionar e eu estou sem dinheiro para comprar outra. Por isso minhas últimas postagens têm incluído mais texto e material de terceiros. Tenho tentado criar dentro dessas circunstâncias, mas temo que meus últimos trabalhos tenham sido, no mínimo, menos ousados e, na pior das hipóteses, medíocres. Mas quero manter minha produção artística viva e, por este motivo, aventuro-me a continuar publicando (detesto o termo "postando", não sei por quê). Tomara que o resultado desta escolha seja positivo. Meus visitantes raramente comentam sobre minhas publicações (ou postagens...grrrrr!). Mas desta vez eu vou pedir abertamente para que comentem sobre este texto. Por favor, visitante, comente!
13 Junho 2009
Dança, Revelação e Transformação
Dança: Estou postando um clipe curtinho do Filme "A Chorus Line" de 1985. Antes de mais nada, vou pedir para você assistir o clipe duas vezes. A primeira vez pode ser agora. Desconsiderando completamente o resto do filme, este clipe, para mim, é uma daquelas experiências de tirar o fôlego. A atriz e dançarina Michelle Johnston arremessa uma intensidade rara de testemunhar.
Revelação: Quando eu era adolescente, eu queria ser bailarino, ou dançarino de Jazz ou qualquer coisa assim. Naquela época, eu queria mesmo era poder realizar algo semelhante ao que eu assistia em filmes semelhantes ao referido aqui. Mas, nessa época eu estava numa espécie de limbo. Eu já revelara à minha mãe que eu era gay e, diante de sua severa atitude de reprovação, vivi quase três anos fingindo que não era gay. E ela fingia que acreditava. Eu dizia que ia fazer aeróbica e tinha aulas de Jazz com um amigo professor de dança. Aos 18 anos de idade, sofri um acidente que quase me matou. Três meses depois, minha mãe recebeu a notícia que meu primo Paulo (que era muito próximo a nós) havia morrido num acidente semelhante ao que eu sofri. A partir daí minha mãe, num raro momento de mudança de valores, me permitiu assumir minha homossexualidade e viver como um jovem gay. Estudei balé clássico, moderno e espanhol por alguns meses, mas descobri que não estava nem um pouco disposto a dedicar-me à dança. E enveredei-me por outros caminhos.
Transformação: O nome deste blog veio para enfatizar que as transformações estão sempre acontecendo no mundo. Algumas vezes elas são catastróficas e eternamente dolorosas como a morte do meu primo. Outras vezes, tais transformações são sutis e momentâneas. Agora vou pedir para que você assista ao clipe pela segunda vez. Preste atenção no rosto e na expressão corporal da "Bebe" (papel da Michelle Johnston) quando ela é convocada a ir ao centro do palco. Ela parece um bichinho acanhado e vulnerável. Mas quando começa a dançar, ela se torna uma fera voraz. Eu acho uma delícia assistir tal transformação. Então, ao perceber tal transformação, pense nas coisas que têm o poder de transformar as pessoas. Acho que, como eu, você vai chegar à conclusão que a transformação depende de mais do que um fator simplesmente. O transformado é uma parte inseparável da transformação, assim como o fato transformador. O que faz com que o fluxo das coisas, que tem um papel de agente transformador e situação transformada, seja um fenômeno derradeiramente incompreensível no universo.
Fascinante e assustador, não acha?
Revelação: Quando eu era adolescente, eu queria ser bailarino, ou dançarino de Jazz ou qualquer coisa assim. Naquela época, eu queria mesmo era poder realizar algo semelhante ao que eu assistia em filmes semelhantes ao referido aqui. Mas, nessa época eu estava numa espécie de limbo. Eu já revelara à minha mãe que eu era gay e, diante de sua severa atitude de reprovação, vivi quase três anos fingindo que não era gay. E ela fingia que acreditava. Eu dizia que ia fazer aeróbica e tinha aulas de Jazz com um amigo professor de dança. Aos 18 anos de idade, sofri um acidente que quase me matou. Três meses depois, minha mãe recebeu a notícia que meu primo Paulo (que era muito próximo a nós) havia morrido num acidente semelhante ao que eu sofri. A partir daí minha mãe, num raro momento de mudança de valores, me permitiu assumir minha homossexualidade e viver como um jovem gay. Estudei balé clássico, moderno e espanhol por alguns meses, mas descobri que não estava nem um pouco disposto a dedicar-me à dança. E enveredei-me por outros caminhos.
Transformação: O nome deste blog veio para enfatizar que as transformações estão sempre acontecendo no mundo. Algumas vezes elas são catastróficas e eternamente dolorosas como a morte do meu primo. Outras vezes, tais transformações são sutis e momentâneas. Agora vou pedir para que você assista ao clipe pela segunda vez. Preste atenção no rosto e na expressão corporal da "Bebe" (papel da Michelle Johnston) quando ela é convocada a ir ao centro do palco. Ela parece um bichinho acanhado e vulnerável. Mas quando começa a dançar, ela se torna uma fera voraz. Eu acho uma delícia assistir tal transformação. Então, ao perceber tal transformação, pense nas coisas que têm o poder de transformar as pessoas. Acho que, como eu, você vai chegar à conclusão que a transformação depende de mais do que um fator simplesmente. O transformado é uma parte inseparável da transformação, assim como o fato transformador. O que faz com que o fluxo das coisas, que tem um papel de agente transformador e situação transformada, seja um fenômeno derradeiramente incompreensível no universo.
Fascinante e assustador, não acha?
12 Junho 2009
10 Junho 2009
08 Junho 2009
07 Junho 2009
05 Junho 2009
30 Maio 2009
17 Maio 2009
Nada a Esconder

É óbvio que eu, além de milhares de outros usuários da Web, tenho uma fascinação por olhos. Mas talvez seja pertinente explicar um pouco da minha fascinação por esse órgão tão popular.
Eu penso no olho como aquela testemunha daquilo que você esconde. Bem, aquilo que todos nós escondemos. O que seria de nós se todos nossos atos, sem contar nossos pensamentos e fantasias, fossem testemunhados? Sim, estou falando do fim da privacidade. Esta questão me fascina e ocupa meus pensamentos porque acredito que há uma incompatibilidade intrínseca entre o privado e o público, entro o pessoal e o coletivo, entre o interesse social e o individual.
Eu poderia dissertar sobre este assunto por horas a fio. Mas eu só queria mesmo era abrir essa porta para que você se lembre daquele ato que você cometeu que horrorizaria a sociedade (e talvez tenha horrorizado os seus próprios princípios morais) e pense que talvez o problema não esteja no ato em si. Mas na necessidade de escondê-lo. É só pensar que se todos nós temos algo a esconder, então, talvez, a resolução desse conflito venha com a aceitação que esses atos são tão normais quanto aqueles que a sociedade aplaude.
Como se diz em inglês: "Food for thought".
12 Maio 2009
Coisas que vão além de qualquer descrição
Eu raramente publico material que não é de minha autoria. Mas eu me lembrei uma performance de Jessye Norman no Carnegie Hall que sempre chacoalha meu imo: Ela canta "Ride On, King Jesus". Eu nem penso na referência religiosa (uma vez que nem cristão eu sou). Mas a interpretação dela é de tirar o fôlego. E, por isso, resolvi dividir com os leitores do meu blog. Caso o vídeo apareça pequeno demais, pode me mandar um e-mail e eu envio o vídeo que preparei a partir de uma postagem no YouTube.
Pode crer, vale a pena!
Pode crer, vale a pena!
10 Maio 2009
Revelação Inevitável

Por um mês, eu não publiquei novas criações. Mas há um bom motivo para isso: No início do mês passado, eu fui contratado para o meu trabalho profissional como Artista Digital! A transição de um amador para profissional (bem, pelo menos, tecnicamente profissional agora) foi alucinante! Eu produzi 12 criações para um cliente que me abriu uma porta que eu não tinha certeza que jamais seria aberta. Mas ela foi, eu entrei, e o resultado foi MUITO trabalho e muito aprendizado. Quando um artista trabalha por dinheiro ele tem que trabalhar internamente com suas limitações: Sua falta de inspiração, seus padrões de qualidade e de ética, etc.
Eu duvido que o meu cliente irá me autorizar a publicar os trabalhos que fiz para ele mas, caso ele me permita fazê-lo, eu ficarei feliz em publicar cada uma das minhas criações profissionais.
Acho que isso merece um brinde e, para fazê-lo, publico uma simples criação que acabei de fazer com a minha musa da beleza: Tatjana Patitz. São imagens de uma propaganda de utilidade pública em defesa dos orangotangos (acho que é a primeira vez que escrevo esta palavra--tive que dar uma olhada no dicionário para confirmar como se escreve...rs).
Enfim,
Um brinde!
Luke
11 Abril 2009
07 Abril 2009
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